Teresópolis

Teresópolis é um município brasileiro no interior do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 75 km. Ocupa uma área de 770,601 km², sendo que 11,3400 km² estão em perímetro urbano. É a cidade mais alta do estado do Rio de Janeiro e, portanto, uma das de clima mais frio.[6] Em 2017, sua população era estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 176 060 habitantes, sendo o 19º mais populoso de seu estado.

A região onde atualmente situa-se Teresópolis era habitada no século XVI por índios timbiras, antes mesmo da chegada dos portugueses. Certo progresso foi visto quando os escravos que fugiam das plantações de cana da Baixada formaram o Quilombo da Serra. A família imperial brasileira encantou-se com as belezas deste local em suas constantes visitas feitas durante o século XIX. Neste período, George March, um português de origem inglesa, adquiriu algumas terras, onde hoje situa-se o bairro do Alto, e as transformou em uma fazenda-modelo. A partir daí, as origens de Teresópolis foram datadas. A fazenda de Santo Antônio, como foi chamada, posicionava-se no caminho que ligava a Corte Real até a província das Minas Gerais, onde o primeiro povoamento de maior importância foi formado. Após ser escolhido como ponto de repouso aos comerciantes que vinham de Minas até o Porto da Estrela, o povoado começou o seu lento processo de progressão. No início da última década deste século, mais precisamente em 6 de julho de 1891, o então governador do estado Francisco Portella elevou a freguesia à condição de município, emancipando-a de Magé e nomeando-a de Teresópolis, em homenagem à imperatriz Teresa Cristina, que havia falecido dois anos antes. Desde então, a cidade se desenvolveu rapidamente, após a chegada e, posteriormente, a desativação do trem, para dar lugar à rodovia Rio-Teresópolis, que liga a cidade até a capital.

O seu centro tem uma temperatura média anual de dezenove graus Celsius[7] e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Em relação à frota automobilística, em 2015 foram contabilizados 85 242 veículos.[8] Contava, em 2009, com 75 estabelecimentos de saúde, tendo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,730, considerando-se assim como médio em relação ao país.

Formada por três distritos49 bairros oficiais e outras localidades mais afastadas do centro urbano, tem sua identidade ligada diretamente ao turismo natural, abrigando uma sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e Estadual dos Três Picos, além de ser sede do Centro de treinamento da Seleção Brasileira de Futebol, no bairro da Granja Comary, e de contar com outras edificações com valor histórico, cultural ou ambiental, embora muito da história não tenha sido preservada nesses monumentos.

Topônimo

“Teresópolis” é formado pela junção do antropônimo “Teresa” com o termo de origem grega “pólis” (que significa “cidade”), significando, portanto, “cidade de Teresa”. Trata-se de uma homenagem à imperatriz brasileira Teresa Cristina, esposa do segundo Imperador brasileiro D. Pedro II.

Origens e povoamento

Antes da chegada dos primeiros portugueses à região da atual Teresópolis, no século XVI, a mesma era habitada por índios timbiras. Em 1583, índios temiminós da tribo de Arariboia receberam uma sesmariaque incluía a atual Serra dos Órgãos. Ao longo dos séculos seguintes, portugueses foram adquirindo sesmarias na região. A mesma também passou a abrigar, no chamado “Quilombo da Serra”, escravos fugidos das plantações de cana-de-açúcar da Baixada Fluminense.

Desenvolvimento

A primeira descrição oficial de Teresópolis foi feita em 1788 por Baltazar da Silva Lisboa, que, em seu relato, descrevia a serra e também a Cascata do Imbuí.

Família Imperial Brasileira encantou-se profundamente com as belezas naturais e clima desta região serrana, onde, em frequentes visitas e períodos de férias na região, descansava. As origens de Teresópolis datam, portanto, da primeira metade do século XIX, mais precisamente a partir de 1821, quando o português de origem inglesa George March adquiriu uma grande gleba e transformou-a em uma fazenda-modelo, com sua sede localizada onde atualmente encontra-se o bairro do Alto. A fazenda denominava-se “Santo Antônio” ou “Sant’Ana do Paquequer” e acabou por gerar o primeiro povoado de maior importância ao longo do caminho que ligava a Corte à província das Gerais, desenvolvendo, de maneira considerável, a sua agricultura e pecuária e o veraneio da região. Lentamente, o povoado foi se desenvolvendo e passando à categoria de Freguesia de Santo Antônio do Paquequer, através do Decreto Provincial nº 829, de 25 de outubro de 1855.[10] Todo o crescimento e posterior desenvolvimento deste pequeno núcleo se verificou no sentido Norte-Sul, isto é, os comerciantes que vinham das Minas Gerais em direção ao Porto da Estrela, nos fundos da Baía de Guanabara, passando por Petrópolis, visavam a esta região como ponto estratégico de repouso.

Assinatura, aos 6 de julho de 1891, do decreto de elevação de Teresópolis a cidade pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portela, que para ela transferiu a capital do estado por decreto de 5 de outubro seguinte.

Fundação do município

Em 6 de julho de 1891, através do Decreto 280 do então governador Francisco Portela, a freguesia foi alçada à condição de município, com sede na freguesia de Santo Antônio do Paquequer ou “Teresópolis”, em homenagem à Imperatriz Dona Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II, sendo desmembrado o seu território do município de Magé. A partir da República, graças à Lei Estadual nº43 de 31 de janeiro de 1893, a vila de Teresópolis é elevada à categoria de cidade e o Município de Teresópolis fica composto por dois distritos: Teresópolis e Santa Rita. Santa Rita, que fora criada pelos Decretos Estaduais ns 1 e 1-A de 1892, passa a se chamar Paquequer Pequeno com o Decreto Estadual nº641 de 15 de dezembro de 1938 (atualmente, chama-se Vale do Paquequer). Com a Lei Estadual nº517 de 17 de dezembro de 1901, o distrito de Sebastiana (a freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão da Sebastiana do Município de Nova Friburgo, criada pelo Decreto Provincial nº1270 de 26 de novembro de 1862, toma a denominação de Sebastiana com os Decretos Estaduais ns 1 e 1-A de 1892),compreendendo a área onde localiza se o Vale Feliz e Albuquerque as divisas de Conquista e Salinas, passa a ser o terceiro distrito do Município de Teresópolis. Este último distrito chegou a tomar o nome de Nhunguaçu com o Decreto-lei Estadual nº1056 de 31 de dezembro de 1943),[10] mas atualmente é conhecido como Vale de Bonsucesso. Vale lembrar também que a mesma Lei Estadual nº43 de 1893 anteriormente mencionada também ordenava a transferência da Capital do Estado do Rio de Janeiro de Niterói para Teresópolis em decorrência da Revolta da Armada, porém antes que esta lei fosse cumprida a Lei Estadual nº50 de 30 de janeiro de 1894 ordenava a transferência da Capital do Estado para Petrópolis,[12] local de nascimento de José Tomás da Porciúncula, o então Presidente em exercício do Estado do Rio de Janeiro.

Chegada do trem

Durante o século XIX, o trem foi o principal meio de transporte e se expandiu mundialmente até a segunda metade do século XX. No estado do Rio, pioneiro no transporte ferroviário no país, havia um ramal que funcionava a partir do Cais da Piedade, onde atracavam as barcas de passageiros, até o distrito de Guapimirim, passando pelo centro do município de Magé. Até 1901, a estação de Guapimirim serviu como final da linha, até que iniciaram as obras para subir a Serra dos Órgãos.[13] A expansão foi gradativa, chegando primeiro nas localidades de Barreira (1904), Miudinho (1905), Garrafão e Alto (1908), mais precisamente no dia 7 de setembro deste mesmo ano, quando todo esse trecho foi inaugurado oficialmente.[14] Até então Teresópolis tinha uma via de transportes incipiente. Anos depois, foi notado que a estrada de ferro propiciou um certo progresso da área. Em 1919, com a administração da ferrovia tomada pela Estrada de Ferro Central do Brasil, o ramal foi prolongado até uma localidade denominada como “Várzea de Teresópolis“, onde foi construída uma nova estação terminal, a Estação José Augusto Vieira, em 1929. Os trens passaram a partir da Estação Barão de Mauá, no Rio de Janeiro até Magé, onde seguiam para Teresópolis pelo trajeto original.[15] Na manhã de 9 de março de 1957, o trem desce a Serra pela última vez em direção à Guapimirim, para dar lugar a um novo plano rodoviário, marcando, assim, o final de uma era.[nb 1] No mesmo ano, em 1 de dezembro, é inaugurada a Casa de Portugal de Teresópolis, por um grupo de portugueses residentes no município.

Clima

Teresópolis possui um dos climas mais agradáveis do Brasil,[27] sendo caracterizado, segundo o IBGE, como tropical de altitude, ou também oceânico, do tipo Cwb segundo Köppen.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1979 a 1987 e a partir de 1993, a menor temperatura registrada em Teresópolis foi de 3 °C em 9 de junho de 1985,[28] e a maior atingiu 36,6 °C em 19 de outubro de 2014.[29] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 194 milímetros (mm) em 7 de abril de 2012. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 145,4 mm em 22 de dezembro de 2002, 140 mm em 15 de fevereiro de 1979, 125,1 mm em 26 de dezembro de 2006, 124,6 mm em 12 de janeiro de 2011, 117 mm em 16 de janeiro de 2016, 114 mm em 13 de novembro de 2016, 106,8 mm em 12 de março de 2008 e 104,6 mm em 26 de fevereiro de 2010.[30] Janeiro de 2007, com 517,8 mm, foi o mês de maior precipitação.[31]

Em outra estação meteorológica do mesmo instituto no município, dentro da área do Parque Nacional, com dados referentes ao período de 1961 a 1980, a temperatura mínima absoluta é de 1,2 °C em 17 de junho de 1973,[32] e a maior atingiu 33,5 °C em 25 de dezembro de 1968.[33] O recorde de precipitação registrado em 24 horas é de 182,6 mm em 4 de fevereiro de 1964,[34] e o recorde mensal de 964,8 mm em janeiro de 1961.[35]

Fonte: Wikpedia

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